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Representantes do fórum permanente Aliança Láctea Sul-Brasileira, do Codesul Paraná, do BRDE, do executivo paranaense e do governo federal tiveram mais uma rodada de conversas, no final de abril, em Curitiba. A reunião, na sede do Codesul Paraná, tratou da proposta apresentada pelo fórum permanente para ampliação, até 2030, da capacidade exportadora da cadeia láctea do Sul do país. A proposta está em fase de avaliação pelos governos dos três estados da região.

Participaram da reunião: o assessor do Codesul Davi Pinezi; o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves e, representando a Aliança Láctea, o ex-governador do Paraná, Orlando Pessuti; Ágide Eduardo Meneguette e Ronei Volpi, respectivamente presidente e assessor da Faep; o superintendente geral de Ordenamento Territorial do governo do Estado, Benno Doetzer, a diretora de Mercado e Novos Negócios da Secretaria da Indústria e Comércio, Anna Paula Muller, e a diretora técnica da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, Terezinha Buzanello Freire. Participou também o superintendente de Agricultura e Pecuária no Paraná, Almir Antonio Gnoatto.

A Aliança Láctea Sul Brasileira, formada pelo Paraná, Santa Catarina, Rio  Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, criou o Programa de Exportação de Lácteos da  Região Sul do Brasil com o objetivo de estruturar, fortalecer e expandir a presença dos  produtos lácteos do país no mercado internacional até 2030 por meio de ações integradas. A proposta, apresentada pelo Consultor da ALSB Airton Spies, é conectar a produção leiteira sul-brasileira ao mercado global, enfrentando os gargalos que elevam custos e geram ociosidade.

A meta é tornar a Região Sul o maior exportador brasileiro de commodities lácteas, além de  substituir as importações destes produtos pelo aumento da competitividade com  eficiência e redução de custos. “Sem uma estratégia consistente voltada às exportações, o setor terá que renunciar ao  crescimento de uma cadeia com alto potencial de geração de emprego, renda e  desenvolvimento regional”, diz a proposta da Aliança Láctea.

Resultados esperados - Com a execução integral do programa, até 2030 a Região Sul deverá aumentar as exportações para volume equivalente a 1,51 bilhão de litros/ano, equivalente a 10% do  total industrializado nos três estados. Estarão em operação três polos exportadores  consolidados, produzindo commodities lácteas com custo interno final em até  20% inferior aos atuais. As exportações deverão gerar receitas anuais de 3 bilhões de dólares anuais.

Para alcançar esses resultados, a Aliança Láctea aponta a necessidade de investimentos prioritários nos três estados, com a concessão de linhas de crédito, incentivos fiscais, implantação de novas plantas exportadoras e o fortalecimento do programa de sanidade animal. As linhas de crédito seriam disponibilizadas por meio de programas do BRDE e do BNDES, atendendo mais de 5 mil produtores.

“O Codesul sempre esteve presente nas discussões sobre o programa de exportações proposto pela Aliança Láctea, que agora passa por avaliação da área econômica dos governos dos três estados do Sul”, diz o secretário-executivo do Conselho, Moisés Pessuti. “O programa tem tudo para dar certo, pois o segmento lácteo da região já apresenta diversidade produtiva, qualidade crescente dos produtos e capacidade de oferta da cadeia”, destaca.



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