Plano Estadual de Logística de Transportes é analisado no Conselhão

24/09/2014

 

 

 

 

 

 

 

 

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Cdes-RS) realizou o debate sobre o Plano Estadual de Logística de Transportes (Pelt), na manhã desta última terça-feira (23), no Centro Administrativo do Estado. Plano estratégico de longo prazo para a qualificação da infraestrutura de transportes de carga no Rio Grande do Sul, o Pelt foi apresentado ao Grupo de Trabalho Mobilidade Urbana, do Conselhão, pelo seu coordenador técnico, o engenheiro Luiz Afonso Senna. 

"O Plano Estadual de Logística de Transportes não é um plano de governo, mas está sendo proposto por este governo com a expectativa de se consolidar como um plano de Estado", sintetizou o coordenador. Luiz Afonso Senna explicou que o Pelt é desenvolvido através do consórcio STE/SD/Dynatest, com recursos do Banco Mundial, sob responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seinfra). 

Com horizonte de estudos de até 25 anos, o Pelt está em consonância com o Plano Nacional de Logística de Transporte (PNLT), que já existe em nível federal e que prevê a implementação de planos estaduais. Segundo o engenheiro, o Pelt será um marco regulatório institucional para viabilizar e orientar tecnicamente a gestão integrada de planejamento da infraestrutura do Estado. Deverá consistir em uma ferramenta dinâmica e participativa, com possibilidade de ser atualizada e reavaliada de forma permanente. 

Objetivos e metodologia 
O foco principal do Pelt é o desenvolvimento econômico, juntamente com a redução das desigualdades socioeconômicas entre as regiões do Estado, conforme o coordenador técnico do projeto. Fomentar a racionalização dos fluxos, reformulando a matriz de transportes; estimular a intermodalidade, potencializando vantagens dos diversos modais; ampliar a competitividade logística do RS, com a eliminação de gargalos atuais e futuros; assim como aumentar a qualidade da infraestrutura, com vistas à redução dos custos e dos tempos de transporte, constituem seus objetivos. 

Estudos socioeconômicos e análise do sistema logístico atual, diagnósticos dos fluxos de insumos e produtos, estruturação das bases de dados, zoneamento de tráfego, pesquisas rodoviárias, modelagem, avaliação de cenários e projeções integram a metodologia para a elaboração do Pelt. 

As modalidades aquaviária, ferroviária, aeroviária, rodoviária e dutoviária estão contemplados nos estudos. Estratégias para qualificar a relação entre transporte e desenvolvimento econômico e obtenção de recursos para viabilizar investimentos em logística também estão previstas no Plano. 

Contribuições da sociedade civil 
Para o conselheiro Pedro Bandeira, é preciso pensar a dinâmica territorial com vistas às vantagens vocacionais de cada região. De acordo com o economista, com vontade política é possível atenuar a tendência de concentração dos polos metropolitanos de Porto Alegre e da Região da Serra. 

Arquiteta e urbanista, a conselheira Luciana Miron destacou a importância da utilização de estratégias como o Pelt também em outras áreas de desenvolvimento urbano. Para ela, ferramentas capazes de simular a tomada de decisões são necessárias para avaliar impactos e evitar decisões desintegradas. 

Um relatório com contribuições da sociedade civil sobre políticas públicas acerca do tema está sendo elaborado pelo GT Mobilidade Urbana do Conselhão. O documento será apresentado na próxima reunião do Pleno do Cdes-RS, prevista para 11 de novembro. 

As propostas do colegiado gaúcho ainda serão levadas à Rede Brasileira de Conselhos de Desenvolvimento Econômico e Social, que também formula documento a ser entregue à Presidência da República, Estados e municípios.


Fonte:  Texto: Alexandre Miorim Foto: Andressa Moreira/Especial Palácio Piratini Edição: Redação Secom 

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