Alimentos da agricultura familiar mostram peculiaridades regionais

17/06/2014

O importante papel da agricultura familiar na segurança alimentar, proteção do meio ambiente e no alívio da fome e da pobreza, entre outros fatores, é o destaque do Ano Internacional da Agricultura Familiar 2014. A qualidade dos alimentos produzidos pelo setor é um dos motivos de a maioria do consumo na mesa do brasileiro vir da agricultura familiar.

Na Região Sudeste, por exemplo, produtos nativos como a mandioca e o milho estão presentes em vários pratos típicos da população local. De acordo com o Censo Agropecuário de 2006 a agricultura familiar é responsável por 87% da produção nacional de mandioca e 46% do milho. Em Minas Gerais, a participação da agricultura familiar na produção de mandioca é de 84% e de 47% na produção de milho.
De acordo com o secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Valter Bianchini, cada região tem sua particularidade na agricultura familiar e é importante preservar a cultura local. É uma agricultura de famílias que vivem de geração em geração na terra. Assim, há uma relação cultural, de parentesco e de conhecimento muito importantes. Preservá-la é preservar uma boa parte da cultura rural de cada região destaca.
Outra produção forte em Minas Gerais é o leite de vaca, cuja participação da agricultura familiar é responsável por 58% da produção no estado. O ex-boia-fria, hoje agricultor familiar Ronaldo dos Santos aumentou em seis vezes sua renda depois de ser assentado em Minas Gerais. Morador do Projeto de Assentamento de Divisa, em Ituiutaba (MG), localizada a 683 quilômetros de Belo Horizonte, ele produz leite desde 1999.
Ronaldo conta que trabalhou 25 anos como meeiro, na terra de outros, e como boia-fria. Hoje, o agricultor chega a ganhar por mês mais de R$ 3 mil líquido com a produção do rebanho de 60 cabeças de gado leiteiro. Agora eu tenho a minha terra, tenho 33 hectares pra poder criar meu gado , diz.
Casado com a também agricultora Janete Santana, 47 anos, ele tem as duas filhas cursando matemática e química na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Ronaldo produz 350 litros de leite por dia. Organizado com mais 25 assentados produtores de leite, ele consegue vender o litro por R$ 1,20 para uma empresa de laticínios, conseguindo 10 centavos a mais do preço de mercado. Uma das maiores ajudas que tive para melhorar minha vida foi o Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar]. Contratei duas vezes para poder aumentar meu rebanho , ressalta.


Fonte: Ascom/MDA Assessoria de (61)3411.3279/3483 Comunicação: www.presidencia.gov.br/consea-ascom@consea.planalto.gov.br – R

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