Governo incluirá 800 famílias em programa de financiamento à agricultura

13/07/2015

As cadeias produtivas vinculadas à agricultura familiar representam 27% do PIB do Rio Grande do Sul. Dos 441 mil estabelecimentos rurais gaúchos, 378 mil são familiares. Deste total, 2.420 estão cadastrados nas Regionais da Emater-Ascar/RS, mas apenas 728 estão inseridos no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF).

Por isto, o objetivo do governo do Estado para 2015 é possibilitar acesso ao financiamento do PEAF a mais 800 famílias, conforme meta do Acordo de Resultados da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo (SDR). Além de financiamento, a inclusão no programa certifica produtos com o selo de origem Sabor Gaúcho e habilita a participação em exposições como a 17ª Feira da Agricultura Familiar, que vai ocorrer durante a 38ª Expointer, de 29 de agosto até 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Inscrito pela primeira vez para a 17ª Feira da Agricultura Familiar, João Hartz, 51 anos, de Silveira Martins, se prepara para estrear na exposição. "Estamos organizando um estoque de cerca 7 mil itens para atender à demanda da Expointer, que é muito maior do que as feiras regionais que a que estamos  acostumados. Nossa expectativa é divulgar nossos produtos destinados às pessoas que não podem comer açúcar e querem alternativas de qualidade, e  também aumentar as vendas”, afirma Hartz, dono da Produtos Marco 50, que há dois anos está no PEAF. 

Na propriedade de 15 hectares , Hartz e a esposa, Ivana de Almeida Hartz, 53 anos, criam ovelhas e plantam cana-de-açúcar, milho e aveia para produção dos alimentos dietéticos integrais e sem glúten, além do feijão para subsistência. A agroindústria familiar produz cookies de cacau, broa de milho com coco, biscoito de café, panelinha integral com recheio de leite condensado e barras de cereais. Satisfeito com o resultado, Hartz já convenceu mais seis agricultores da região a participarem do PEAF.

 Inscrições abertas

As inscrições da 17ª Feira da Agricultura Familiar na Expointer 2015 vão até dia 17 de julho. Os interessados devem estar inseridos no Programa Estadual da Agroindústria Familiar (PEAF) e preencher ficha disponível nas entidades parceiras: Emater-Ascar/RS, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Fetag/RS, Fetraf/RS, Coceargs e Via Campesina. A mostra é promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo (SDR) em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

O secretário de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, Tarcísio Minetto, sustenta que o PEAF transforma a produção, agregando valor aos produtos e fortalecendo mercados locais e regionais. "A agroindústria familiar proporciona a independência do produtor e impulsiona o desenvolvimento do Estado", afirma Minetto. 

O diretor de Agricultura Familiar e Agroindústria da SDR, Dionatan Tavares, diz que a forte tradição do Estado na produção de alimentos artesanais e coloniais e a crescente demanda por alimentos locais reforçam a importância de promover o evento. Segundo Tavares, a expectativa para 17ª Feira da Agricultura Familiar na Expointer 2015 é que a comercialização aumente 10% em relação ao R$ 1,9 milhão negociados na edição passada, a exemplo do que ocorreu nas feiras já realizadas no primeiro semestre deste ano, como a Expodireto de Não Me Toque e Expoagro Afubra de Rio Pardo. 

O programa

A criação do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Lei Estadual nº 13.921/2012) reconheceu a importância das dinâmicas de desenvolvimento locais, respeitando a diversificação dos sistemas produtivos e do meio ambiente. Com o PEAF, o Estado facilita a implantação e a legalização de agroindústrias familiares, oportunizando linhas de crédito com juros mais baixos.

O programa amplia a participação em políticas públicas federais de aquisição de alimentos e merenda escolar. Oferece serviços de orientação para regularização sanitária e ambiental, disponibiliza perfis agroindustriais,  layout de rótulos, novos espaços de comercialização local, além de apoiar feiras de expressão regional, estadual e nacional, e a organização dos agricultores familiares em estruturas associativas e cooperativas. Também são oferecidos cursos de qualificação nas áreas de gestão, boas práticas de fabricação e processamento de alimentos e, ainda, assistência técnica para elaboração de projetos de regularização sanitária e ambiental.

Texto: Mirella Poyastro/Palácio Piratini/RS
Edição: Rui Felten/CCom 

 

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