Brigada Militar recebe perito do Japão para multiplicação do policiamento comunitário

07/07/2015

O Rio Grande do Sul busca intensificar o policiamento comunitário para reduzir os índices de violência e criminalidade. Nesta segunda-feira (6), o representante da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), perito Koichi Maruyama, foi recebido pelo comandante-geral da Brigada Militar, coronel Alfeu Freitas Moreira, para dar seguimento ao acordo de cooperação técnica entre Brasil e Japão.

A parceria prevê a multiplicação da polícia comunitária no Estado, utilizando o sistema Koban, e prevê cursos de capacitação no Brasil e no país asiático. Assinado em dezembro de 2014, o acordo visa à melhoria dos serviços, de forma que se torne autossuficiente e contínuo. O sistema tem metodologia reconhecida pela vinculação a médio e longo prazo dos policiais militares com as comunidades em que servem. Através da ocupação de espaços, ocorrem ações preventivas e de resolução de problemas.

Essa é a segunda visita integrante das atividades do acordo de cooperação. A cada semestre, dois peritos japoneses visitam as unidades nos chamados estados modelos, que são Rio Grande do Sul, Minas Gerias e São Paulo, onde ocorrem os cursos de formação. 

No Brasil, serão duas edições anuais, durante o período de três anos, com foco na capacitação dos servidores. No Japão, serão dois cursos por ano voltados para a formação de gestores e operadores de policiamento comunitário.

O comandante-geral da Brigada Militar apresentou aos japoneses o trabalho executado nos Núcleos de Policiamento Comunitários gaúchos a partir da metodologia japonesa, instalados em cidades gaúchas com população superior a 50 mil habitantes. Segundo Freitas, os núcleos são atendidos por PMs que residem nos locais onde fazem o policiamento. Koichi Maruyama agradeceu a recepção e se mostrou satisfeito com o que ouviu do Comando da BM. Além de Porto Alegre, operito ainda visita os municípios de Passo Fundo, Caxias do Sul, Bento Gonçalves e Canoas - que também contam com núcleos.

No Japão, o policiamento comunitário existe há 130 anos e abrange todas as 47 províncias, através das bases de segurança comunitária e distrital, onde os policiais residem. Acompanharam a audiência, o subcomandante da BM, coronel Paulo Moacyr Stocker dos Santos, o chefe do Estado-Maior, coronel Andreis Dal Lago, o assessor da Jica Daiseuke Kobayashi, o coordenador nacional do Policiamento Comunitário, Franklin Popov, o chefe da PM3, tenente-coronel Carlos Armindo Marques, e o adjunto de Polícia Comunitária do Estado-Maior, major André Marcelo Ribeiro.

Texto: Clélia Admar/BM
Edição: Cristina Lac/CCom

Foto: Daniela Alvienes

 

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